Tipos de ações
Tipos de ações
Ações Ordinárias (ON) – é o tipo de ação que concede o direto de voto nas assembleias da companhia ao seu detentor. No entanto, na maioria das vezes ele não tem poder de veto. O direito de voto ganha relevância nos casos em que há divergências entre os acionistas controladores. Veja, por exemplo, o caso de uma empresa que tenha três sócios no controle e um deles discorda sobre determinado assunto na assembleia. Esse sócio pode, dependendo da circunstância, vir a ter direito de veto ao se juntar a outros minoritários detentores de ações ON.
O que torna as ações ordinárias ainda mais interessantes, contudo, para o investidor é o tag along. A Lei das Sociedades Anônimas determina que todo acionista com ações ON tenha direito de participar do prêmio de controle. Pela lei, esses acionistas possuem o direito de receber por suas ações no mínimo 80% do valor pago para o controlador em caso de venda da empresa.
Em função da evolução do Novo Mercado, que é um segmento de listagem de empresas negociadas no Bovespa e que se comprometem voluntariamente a adotar práticas de governança corporativa, a maioria das empresas que tem realizado a abertura de seu capital tem optado por esse segmento. A principal exigência desse mercado é de que o capital social da empresa seja composto somente por ações ordinárias ou ON.
Ações Preferenciais (PN) – as ações preferenciais nominativas são aquelas que menos protegem o acionista minoritário, porque não lhe dá o direito de votar em assembleia e ainda, em caso de venda da empresa, a lei não lhe garante o direito de participar do prêmio de controle.
São ações típicas do mercado brasileiro. Não há ações com essas características em mercados mais desenvolvidos, como o americano, por exemplo.
No Brasil, no entanto, são as ações PN as que geralmente têm maior liquidez, porque permitem a empresa emitir ações, sem precisar ter sócios com direito a voto, não correndo assim, risco de perder o controle da empresa.
A nova Lei das Sociedades Anônimas limitou a emissão de ações PN. Atualmente, ao constituir uma nova empresa, para cada ação ON, a empresa pode emitir apenas uma ação PN. Antes essa relação era de duas ações PN para uma ação ON. As empresas que já existiam antes da entrada em vigor da nova lei podem continuar emitindo ações pela regra antiga.
Os acionistas preferencialistas, como são chamados os detentores de ações PN, contudo, têm preferência no recebimento dos dividendos pagos pela empresa quando ela tem lucro. A legislação estabelece dividendo mínimo obrigatório para as ações PNs, e se a empresa não pagar dividendos por três anos consecutivos, as PNs adquirem direito a voto.
Algumas empresas estão alterando seus estatutos com o objetivo de estender às ações PN o tag along que é o direito de participar do prêmio de controle pago ao acionista controlador da empresa quando da sua venda.
No Novo Mercado, que é um segmento de listagem de empresas negociadas no Bovespa que se comprometem voluntariamente a adotar práticas de governança corporativa, são admitidas apenas empresas com ações ON.
Códigos das ações
quatro letras do código do ativo. Exemplo: PETR3.
Ações Preferenciais (PN) – é representada pelo número “4” depois
das quatro letras do código do ativo. Exemplo: PETR4.
Ações diferenciadas por classes
As companhias podem emitir diferentes classes de ações para os tipos ON e PN. As classes geralmente recebem classificação A, B, C, ou alguma outra letra. Cada classe corresponde a uma característica diferente, por exemplo, valores diferenciados de dividendos. As características de cadaclasse devem ser verificadas no estatuto da companhia.
Preferenciais classe A – é representada pelo número “5” depois
das quatro letras do código do ativo. Exemplo: USIM5.
Preferenciais classe B: é representada pelo número “6” depois
das quatro letras do código do ativo. Exemplo: ELET6.
Obs.: As ações diferenciadas por classe podem ir até a letra “Z”.
Ações diferenciadas por níveis
de 2.a linha – são ações um pouco menos líquidas, de empresas de boa qualidade, mas de maior risco se comparadas com as bluechips.
Em geral são empresas de grande e médio porte, tradicionais ou não; seus preços são mais baixos e costumam ser mais sensíveis aos movimentos de mercado de baixa que aos de alta (isto é, sobem depois das blue chips e caem antes);
de 3.a linha – são ações com pequena liquidez, em geral de companhias de médio e pequeno portes – porém não necessariamente de menor qualidade e maior risco relativamente às de 2.a linha
– cuja negociação caracteriza-se pela descontinuidade.
de privatização – são ações de companhias colocadas no mercado através de leilões do Programa Nacional de Desestatização (PND).
Algumas das companhias em processo de privatização podem já ter suas ações negociadas em bolsas de valores, antes mesmo daquele ser completado, tendendo a incrementar sua liquidez após a conclusão do mesmo.




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